Toda
uma vida consumida
Nessa
grande arena
Onde
nos digladiamos em luta
Em
mutua concorrência:
Galgar
íngreme subida
De
tão difundida e cobiçada
Ascensão social, aspirando
O
que deveria ser o básico.
Toda
uma vida alugado,
Vendido,
desapropriado
De
si próprio,
Entre
o uso e o desuso
Nada
mais que um parafuso.
Fábio
Murilo, 26.11.198...

Fábio,
ResponderExcluirUma visão trágica do mundo. Se depender do mundo, estamos ferrados. Acho que só mesmo a vida interior pode oferecer outra visão.
abraço
Marcos
Muito certo, Marcos. Obrigado!
ExcluirCazuza ja dizia:Agora eu vou cantar pros miseráveis
ResponderExcluirQue vagam pelo mundo, derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com caras de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo
Que não têm.
e assim caminha a humanidade.
Beijo
ps: a sua resposta entra como comentario?
ou seja duplica o numero de comentario:
Nãos sei o que se refere. Mas, provoca, chama outro comentário, aproxima. Gosto de interagir, um debate saudável, tudo que soma e contribui, onde que aprendo, alargo meus horizontes. Beijos, Garota Dourada.
ExcluirTriste realidade à qual muitos, seja por manipulação do sistema ou por uma inversão de valores com outra origem, se apegam...
ResponderExcluirÉ, a camisa de força, as garras do sistema. Obrigado, Larissa.
Excluir"Nada mais que um parafuso", triste e verdadeiro.
ResponderExcluirCom sempre, escrevendo muito Fábio.
Abraços!
Nato
http://agoraemdiante.blogspot.com.br/
É Nato, é assim, infelizmente. Obrigado, gentil como de costume. Abraços!
ExcluirLool, engraçado.. Eu acho que ando perdendo parafusos :-))
ResponderExcluirGostei de ler.
Bom sábado
Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Obrigado, Cidalia. Beijos!
ExcluirExcelente poema, Fábio! Com um final de mestre!...
ResponderExcluir"Nada mais que um parafuso", uma minúscula peça de uma imensa e fria engrenagem. E contudo, uma peça totalmente descartável. Os parafusos são feitos em série e facilmente substituíveis.
Adorei!
xx
Belíssima conclusão, Laura. Somou! Obrigado!
ExcluirA luta pela sobrevivência, torna o ser humano, verdadeira máquina e ele esquece o seu lado espiritual, que é o mais importante.
ResponderExcluirMuito bom mesmo, Fábio!
Beijos!
Isso mesmo, Shirley, certíssima! Beijos!
ExcluirUm parafuso. Que visão, Fábio!
ResponderExcluirSomos simples parafusos cuja função é simplesmente se manter intacto, fazer o sistema funcionar, continuar de pé. Mas imagine se todos os parafusos espanarem? O robô desmonta. Pena que não temos essa visão no dia a dia. Continuemos a lutar e a matar, dia a dia, um por um de nós.
A quanto tempo! rs. É mesmo, Carol, seria tão bom esta consciência... O mundo seria outro. Beijos!
ExcluirToda uma vida batalhando! Penso nas classes desfavorecidas, pois as outras, o que têm, não chega nunca. E no final, muita luta, muita injustiça, muita desigualdade, crueldade, ganância e diferenciamos apenas naquilo que não tem importância: o luxo. No mais, temos a cara desse coitado aí da foto, todo aparafusado. Um parafuso que saia do lugar é o bastante para um desmonte. Não é?
ResponderExcluirBelo seu ponto de vista que conseguiu colocar num pequeno poema - mas belo -, toda a imbecilidade do mundo!
Aplausos, Fábio! Ótimo.
Beijos!
Obrigado, Tais, ótima analise do poema. Beijos!
ExcluirE como cansa vivenciar isso o tempo todo em um mundo cada vez mais capitalista e menos humanitário.
ResponderExcluirGrande obra!
Abraço e sucesso!
É, Evandro, desanimador! Triste! Obrigado, abraços!
ExcluirUm poema excelente passeando por uma criticidade
ResponderExcluirda vida mecanicista e das exigências de fora e dentro
tolhidas pela máquina do poder das desigualdades
nada justa...
"Entre o uso e o desuso
Nada mais que um parafuso."
Uma criação poética profunda,
bela e irônica, ou seja, magistral, Fábio!!
Abraço.
Gostei muitíssimo da analise, Suzete. Obrigado. Abraços!
ExcluirVim deixar meu abraço de boas festas
ResponderExcluirdesejar mais um ano de realizações, que em 2016
vc continue assim sempre brilhando
Bjusss bom natal
Rita
Oh, muito obrigado. Sempre cordial, Rita. O mesmo pra você, Boas Festas e um Feliz 2016! Beijos!
ExcluirBRAVO! Infelizmente tenho que concordar, é completamente irônico e sem sentido lutarmos na nossa sociedade pelo o que deveria ser nos dado sem qualquer valor, a dignidade em ter uma boa vida, afinal, todos somos iguais. BRAVO!
ResponderExcluirACESSO PERMITIDO. ♥
http://www.acessopermitido.com/
É isso mesmo, rapaz. Abraços!
ExcluirÉ a pura verdade, lutas e mais lutas e muitas vezes não conseguimos atingir objetivos.
ResponderExcluirUm abraço querido amigo Fabio Murilo e que possamos ter dias felizes e realizadores.
É, verdadeiramente, uma injustiça, Maria Teresa, mas, não podemos nos entregar. Abraços.
ExcluirOi Murilo,
ResponderExcluirA vida difícil nos tornamos maquinas esquecemos que somos gente, que é o mai importante.
Tem resposta pra você lá no meu blog.kkk
Beijos
Minicontista2
Ah, vi lá, Dorli, respondi. E obrigado pela visita. Beijos, simpatia de pessoa.
ExcluirExcelente poema!
ResponderExcluirUm abraço
Maria
Obrigado, Maria. Abraços!
ExcluirVerdade! precisamos de ser mais...
ResponderExcluirGd abraço
Exato, ser e acontecer. Obrigado, Daniel.
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