O morto não tem honra,
O morto não tem moral,
O morto está livre,
No corpo já não vive.
Não é bom, nem é mal,
Não age, nem interage,
Menos que um vegetal,
Igual a um mineral.
Fadado ao esquecimento,
Como se aqui nunca estivesse passado.
Vários anos apagados no quadro negro,
Desse negro quadro.
Enquanto a vida continua...
Contínua, feito um rio perene.
Versátil, diversificada,
Jamais estagnada,
Morta nem nas poças d’água.
Que mesmo ainda assim há vida,
Fábio Murilo, 24.04.2010

Que bonito apesar de falar de morte
ResponderExcluirMas é assim mesmo, o orto vive no
esquecimento, compare com a água que nada ve
Bom dia de domingo
Bjusss
Sempre lindos os teus escritos.
ResponderExcluirBeijo e bom Domingo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Morto já não vive mais em um corpo,porém pode viver em outras moradas,portanto fica inerte para os nossos olhos,mas se for como o mar,poderá estar com vida em outro local.
ResponderExcluirAssim penso!
Poema bem reflexivo Fábio Murilo!
Carmen Lúcia.
Nossa... maravilhosa reflexão, Fábio! Não modificaria uma vírgula nessa sua postagem. Tudo tão real que arrepia. Parabéns!
ResponderExcluirBeijos.
enquanto existe vida, existe esperança!
ResponderExcluirabraço.
Deixar de existir acaba sendo mais triste do que virar uma fotografia e depois virar nada. Retornar ao nada.
ResponderExcluirNo final todos somos pó, cinza e Nada.
ResponderExcluirExcelente!
Um abraço
Maria
Poema excelente!
ResponderExcluirFilosofia poética que diz que a vida continua
mesmo com todos os mortos...
Parabéns, poeta pernambucano!
Todos nós estamos fadados ao esquecimento, caro. Alguns, como nós, teimam em deixar algumas marcas escritas de nossa existência, talvez esse seja um bom objetivo de vida. Morte entre letras.
ResponderExcluirUm dos mais reflexivos e harmônicos poemas de sua autoria, Fábio. O que não é nada pouco! Que sua voz poética ecoe pelos tempos futuros! Abração!