... E tudo desapareceu ao redor...
Foi bom ficar assim em teus braços,
Perder a noção de tempo e espaço
E me deixar envolver.
Foi bom desfrutar o momento
Em que falou mais alto o desejo:
Minha boca em tua boca
No espaço de um beijo.
sexta-feira, 23 de março de 2012
PROSPOSTA
Estás só. Eu também.
Que tal unirmos nossa solidão?
Transformarmos nossas horas vazias
Em horas repletas de alegria
E satisfação? Que tal?
Vem, que a vida nos espera,
Que a vida se faz mais bela
Quando vivida a dois!
Que tal unirmos nossa solidão?
Transformarmos nossas horas vazias
Em horas repletas de alegria
E satisfação? Que tal?
Vem, que a vida nos espera,
Que a vida se faz mais bela
Quando vivida a dois!
domingo, 18 de março de 2012
SOLIDÃO
Quando o estar contigo
Já não mais te bastar,
Simplesmente
Estarás só.
Só,
Como não se deve estar.
Serás não mais
Que uma ilha,
Pobre ilha!
Perdida no meio
De tanta gente,
Num mar
De indiferentes.
Já não mais te bastar,
Simplesmente
Estarás só.
Só,
Como não se deve estar.
Serás não mais
Que uma ilha,
Pobre ilha!
Perdida no meio
De tanta gente,
Num mar
De indiferentes.
sábado, 17 de março de 2012
ELEGIA SUBURBANA
A cabeça fervilhando,
Cheia de planos,
O desejo infinito
De dar um grito: Eu existo!
Meu caminho é obscuro,
A incerteza mora atrás de um muro,
A realidade é mais do que nunca fria!
Meus dias são tingidos de melancolia,
Levo a vida aos trancos e barrancos.
Cansado finjo que não me canso
E sigo prá não me dar por vencido.
Cheia de planos,
O desejo infinito
De dar um grito: Eu existo!
Meu caminho é obscuro,
A incerteza mora atrás de um muro,
A realidade é mais do que nunca fria!
Meus dias são tingidos de melancolia,
Levo a vida aos trancos e barrancos.
Cansado finjo que não me canso
E sigo prá não me dar por vencido.
quarta-feira, 14 de março de 2012
O DEDO DA MÍDIA
Os fatos vem e passam
Com a rapidez
De um explosivo artefato.
O importante é o espanto,
O sensacionalismo barato,
O escandaloso produto
De noticioso lucro.
A comoção, o impacto.
Os fatos transformados
Em espetáculo...
No teatro do asfalto
Onde os fatos acontecem
De fato.
26.05.2003
Com a rapidez
De um explosivo artefato.
O importante é o espanto,
O sensacionalismo barato,
O escandaloso produto
De noticioso lucro.
A comoção, o impacto.
Os fatos transformados
Em espetáculo...
No teatro do asfalto
Onde os fatos acontecem
De fato.
26.05.2003
A PASSEATA
O povo veio, com seu mau-cheiro,
Provocando asco,
Com seus poucos trapos.
O povo veio, com sua realidade,
Incomodo e revoltado.
O povo veio como uma onda,
Uma calamidade...
Cansou de ser cordeiro,
Ordeiro e pacífico,
E veio aos gritos
Cobrado melhores tratos
Pro sue mísero pasto.
31.03.89
Provocando asco,
Com seus poucos trapos.
O povo veio, com sua realidade,
Incomodo e revoltado.
O povo veio como uma onda,
Uma calamidade...
Cansou de ser cordeiro,
Ordeiro e pacífico,
E veio aos gritos
Cobrado melhores tratos
Pro sue mísero pasto.
31.03.89
sexta-feira, 2 de março de 2012
E AGORA?...
Estático, nem um espasmo
Involuntário de vida.
O sol, lá fora, em toda sua glória!
Pássaros... A vida palpitando...
Como um enorme coração.
Tão diferente do seu, agora.
Não vale mais que uma vala.
Até as pedras parecem mais vivas.
Criando limo, polidas pelas águas,
Travestidas de rigidez calcária.
Vários anos reunidos,
Reduzidos a nada.
Toda uma vida regrada,
Inimiga de escândalos.
Prá que?...
Até o mais desprezível ser
Não queria ser, ele, agora.
17.09.2009
Involuntário de vida.
O sol, lá fora, em toda sua glória!
Pássaros... A vida palpitando...
Como um enorme coração.
Tão diferente do seu, agora.
Não vale mais que uma vala.
Até as pedras parecem mais vivas.
Criando limo, polidas pelas águas,
Travestidas de rigidez calcária.
Vários anos reunidos,
Reduzidos a nada.
Toda uma vida regrada,
Inimiga de escândalos.
Prá que?...
Até o mais desprezível ser
Não queria ser, ele, agora.
17.09.2009
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