sexta-feira, 9 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Teológico
Professo a religião
Dos que arregaçam as mangas,
Dos que não abandonaram o barco.
Dos que constroem no hoje
As bem bem-aventuranças do amanhã.
Meu credo é dos que se solidarizam
À cotidiana aflição do povo
E dividem como o irmão
“o pão que o diabo amassou”;
Dos que não se prostram, acomodados,
À margem da estrada,
E não fazem de Deus seu burro de carga.
Fábio Murilo, 23.04.91
Dos que arregaçam as mangas,
Dos que não abandonaram o barco.
Dos que constroem no hoje
As bem bem-aventuranças do amanhã.
Meu credo é dos que se solidarizam
À cotidiana aflição do povo
E dividem como o irmão
“o pão que o diabo amassou”;
Dos que não se prostram, acomodados,
À margem da estrada,
E não fazem de Deus seu burro de carga.
Fábio Murilo, 23.04.91
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Poema da Ternura Culpada
Desculpe o tédio que se acumula;
O lodo abissal que se enrama;
A ilusão, errônea, de quem ama
E tanto confia na chama,
Cada vez mais branda,
Na cama de todo dia...
A candura que não perdura;
O hábito que criou mau hálito;
O príncipe que virou sapo,
A cinderela que perdeu o encanto,
O conto de fada, que agora enfada.
Fábio Murilo, 29.10.97
O lodo abissal que se enrama;
A ilusão, errônea, de quem ama
E tanto confia na chama,
Cada vez mais branda,
Na cama de todo dia...
A candura que não perdura;
O hábito que criou mau hálito;
O príncipe que virou sapo,
A cinderela que perdeu o encanto,
O conto de fada, que agora enfada.
Fábio Murilo, 29.10.97
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Jaz a Paz
A paz às
vezes é uma coisa pastosa,
Que
engrossa cada vez mais.
Tanto
sossego, às vezes, dá medo.
Até os
mortos descansam em paz.
Vai
entender... Às vezes o perigo
Nos torna
mais vivos,
Nos
sacode a poeira
De
cotidiana pasmaceira.
Paz de
mais mata de tédio,
Tira o
gosto da vida.
Tira
tanto quanto os desgostos
Que antes
desgostavam a vida.
Fábio Murilo, 02.05.2010
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