sexta-feira, 4 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Padronizado
Não vá pelos outros, vá pelos loucos,
Mesmo que não seja fácil...
Vá pelo torto prá ser mais exato.
Prá estar apto a viver
Nesse baile de máscaras.
A conviver nessa farsa.
Onde quem não se disfarça,
É excluído, é inibido, é recusado.
É podado como se fazem
As belas árvores,
Que trazem flores nos ramos
E frutos aos cachos.
Fábio Murilo, 28.06.2009
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Ao Grande Enigma
Onde estão os mártires da fé;
As crianças sertanejas
Prematuramente mortas;
Os jovens soldados, que não voltaram,
Conduzidos como um compacto aríete
À loucura da guerra;
As vítimas de Hiroshima;
Os passionais kamikazes;
Os revolucionários
De olhos fixos e carne aberta,
O corpo posto em holocausto...
(Pergunto a cósmica harmonia,
Ao balé dos astros...).
Fábio Murilo
As crianças sertanejas
Prematuramente mortas;
Os jovens soldados, que não voltaram,
Conduzidos como um compacto aríete
À loucura da guerra;
As vítimas de Hiroshima;
Os passionais kamikazes;
Os revolucionários
De olhos fixos e carne aberta,
O corpo posto em holocausto...
(Pergunto a cósmica harmonia,
Ao balé dos astros...).
Fábio Murilo
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Sentença
Fui condenado a te ver
Como um vaso na estante,
Como uma paisagem distante,
Pelo mero deleite ocular...
Deixando o desejo lá fora,
Feito um cachorro preso.
Fui condenado a me ver
Sem o sentimento absoluto de posse,
Como quem se comove
Com as estrelas
Só de vê-las,
Só de tê-las ao olhar.
Fábio Murilo, 13.08.98
Como um vaso na estante,
Como uma paisagem distante,
Pelo mero deleite ocular...
Deixando o desejo lá fora,
Feito um cachorro preso.
Fui condenado a me ver
Sem o sentimento absoluto de posse,
Como quem se comove
Com as estrelas
Só de vê-las,
Só de tê-las ao olhar.
Fábio Murilo, 13.08.98
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