Encheu o ar de tons de rosa e sons de bolero.
E o velho se sentiu um menino,
Reduzido a ossos, agora a ócios de ilusão.
Desnudo no meio da praça,
Exposto a execração pudica,
Nem havia notado...
É estúpido, ele sabe
Seu coração é que não.
E quem o viu contente,
Rindo inadvertidamente pro mundo
E prá toda gente, docemente,
Como a zombar de suas dores,
Se achando incomodado,
Pegou-o e o pregou-o na cruz,
E deu seu coração aos urubus.
Fábio, 19.09.2013.
