O morto não tem honra,
O morto não tem moral,
O morto está livre,
No corpo já não vive.
Não é bom, nem é mal,
Não age, nem interage,
Menos que um vegetal,
Igual a um mineral.
Fadado ao esquecimento,
Como se aqui nunca estivesse passado.
Vários anos apagados no quadro negro,
Desse negro quadro.
Enquanto a vida continua...
Contínua, feito um rio perene.
Versátil, diversificada,
Jamais estagnada,
Morta nem nas poças d’água.
Que mesmo ainda assim há vida,
Fábio Murilo, 24.04.2010



