Eu te
adoro de uma adoração infinda,
Adoro
mais ainda na falta, precisão,
Quando
em teu lugar só há intenção.
E
qualquer atenção tua me fisga
Feito
peixe que não comeu ainda
Nem
ao menos um pedaço de pão
Que
seria jogado pros pombos.
Nunca
definitiva, pronta, acabada.
Sempre
recomeçando feito olho d’água,
Cano jorrando na rua, inesperado,
Roubando a atenção dos carros.
Roubando a atenção dos carros.
Fabio
Murilo, 16.07.2017




