Há beleza sem charme, tipo
pintura fosca, aquela coisa chocha que nem fede nem cheira. Aquela coisa
apagada, sem brilho, tipo água estagnada. O mesmo riso que não muda não dá uma
risada pra variar. O mesmo ar gótico, educado, comedido, como rindo a pulso, representando,
pousando para um quadro, sorriso engessado. Sem naturalidade alguma, nenhuma
expressividade, a boca de um jeito e o resto do rosto de outro. Não se
permitindo rindo a toa, uma risada boa de canto a canto, os dentes no quarador
como dizia meu avô.


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