Alguns não tem sol, nem sal,
Cheios dos nexos, excessivo tino.
Espécie sem sumo, formal, formol.
Poste,
lodo, o tempo todo rodovia
Margeada
de verdejante monotonia.
Sem
uma parada no acostamento,
Um
desvio, uma descida, um atalho.
Uma pausa pra um refrigerante.
Reprisados,
represados, sonolentos,
Que de olha-los também dormimos.
Seres apagados, que não ardem,
Sem
alarde, fio de voz, nem animo.
Que
não variam de vez em quando
E envelhecem o tempo inteiro.
Que
não saem do contexto,
Seguem uns textos decorados,
Seguem uns textos decorados,
Atores com seus bolores, odores,
A eles mesmos representados.
A eles mesmos representados.
Sem luzes nos cabelos, no corpo inteiro,
Uns gelo, amenos, somenos, ao menos, jamais!
Rosas sem perfume, artificiais.
Fábio
Murilo, 18.03.2017



