quarta-feira, 30 de maio de 2018

Encantamento


Minha paixão é um lírio perfumado,
Te cobre de cuidados, quer sempre a mão.
Involuntária e varia, é uma expressão.
Uma consequência, também inconsequência.
Sem juízo, sem noção, sem senão.
Se derrama, enrama, emana, larva de vulcão.

É estúpido, eu sei, o coração é que não.
“São seus olhos”, me dizes,
Olhos que fincaram raízes,
Em teu solo, que passaram a olhar
Com outros em tua direção.

Fábio Murilo, 30.05.2018

domingo, 15 de abril de 2018

A Ausente


Você não é menos interessante
Por estar ausente,
Decerto fiquei incompleto,
Repleto de ausência.

Restou um vazio, um vácuo, um rapto.
Restou a essência, a prudência
De esperar, dar um tempo,
Já que em teu lugar
 Não há outro contentamento.

Fábio Murilo, 15.04.2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Os Apagados


Os sem graça fazem uma força danada
Um esboço, um esforço, uma farsa,
Nos seus risos forçado pra agradar.
Um mar sem onda, nem sal, sem nada.
Sem a tradicional cor azulada, da água.
Um rio qualquer, um riacho sombrio, um fio.
Chuva de verão querendo alagar.

Uma paródia, caricatura de si próprios.
Vivem a representar e nem se tocam.
Sem noção, confiantes que tão abafando.
Contando piadas sem graça, sem jeito,
Forçando a barra, sendo o que não são.
E ainda encontram malvados que os aplaudam
 Só pra não deixá-los sem jeito, sem graça,
 No vácuo, acreditando que são os caras.

Em vez de interessantes, são irritantes,
Desengonçados, sem jeito, aguados.
Teria mais proveito se fossem eles mesmos
Ganhariam mais, ao se convencerem
Que todo mundo tem o que oferecer.
Todos têm uma particularidade, um charme.
Um trejeito, algo nele pra ser admirado,
Um encantamento que não havia notado.
 
Fábio Murilo, 01.04.2018

sexta-feira, 9 de março de 2018

Ilusão


Eu quero dizer tantas coisas, eu preciso, 

Para aliviar essa ânsia que agora me consome. 
      Essa ansiedade, saudade, que sufoca meu peito, não é maldade...

                                       É só, um puro sentimento que nasceu... 

Há muito tempo, que eu não sentia a paixão, assim, ascender dentro de mim, 
Essa ligação entre o cérebro e o coração. 

Que argumento é esse, que meu coração criou? - a ponto das minhas reações cerebrais vibrarem e concordarem, que sem paixão, não há como viver sem essa aflição. 

A minha temperatura, pede a sua, as minhas emoções estão nos ares, meus pensamentos, desatentos, em busca dos seus. 

Você bagunçou toda a minha arrumação, balançou minha estrutura. 
Me trazendo a sensação, do que eu realmente preciso, para sorrir, para acordar alegre, nas nuvens, tocando o solo da paixão. 

Os meus ouvidos, pedem pela paz da sua voz, o meu corpo pede pela quentura do seu abraço, os meus lábios, ardem por um beijo seu. 
Os meus olhos lacrimejam, sentindo falta de ver o seu rosto. 
Você fez despertar em mim, milhares de sensações, 

Ilusões. Estou ferida e, penso você ser o meu melhor remédio, a cura das minhas emoções,

Pretensões. Nos queremos, 
Mas, impossível é, o encontro dos nossos desejos. O "nós dois", não pode existir, se unir. 

E o que dói, é saber, dessa tal realidade, que é como uma estaca cravada em meu peito.

Só imaginações, não serão suficientes para sentir o gosto, dessa doce paixão. 

Tal situação, apenas traz o gosto amargo, do que penso, que poderia ser só felicidade. 

|Nanda Olliveh|