Quero chorar meu pranto amargo,
Fruto do tempo.
A ausência de perspectivas,
O pessimismo coerente.
Quero lamentar o horizonte negro...
Meus pés, minhas mãos atados
Por invisíveis correntes.
Quero meus sentimentos vivos,
Expostos ao sol do meio-dia,
Como uma humilde reação de protesto.
03.12.88
Nenhum comentário:
Postar um comentário