sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nunca Morrer Assim...

Nunca morrer aos poucos, devagar,
(a Vida a se extinguir como um lamento)
- sem mais nada fazer do que esperar
que a brasa esfrie sob o frio vento...

Nunca morrer assim... ao sofrimento
que, como um polvo de insondável mar,
nos abraça e nos tolhe ate o momento
em que, não mais podemos respirar...

Morrer, - por certo ! – em pleno vôo, em pleno
prazer, sem medo e dor, forte e sereno,
num tropeço imprevisto de quem corre,

como a criança que cai, a rir, contente,
como a luz que se apaga de repente...
- Morrer assim, sem se saber que morre!

J. G. de Araújo Jorge

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