Todos
os sóis te sorriem,
E
nunca estais só, ao redor,
Vejo girassóis e
beija-flores.
Só
quando tu vais, veja só,
Apagam-se
todas as cores,
Amargam
todos os sabores,
Odores,
não cheiram mais.
A
vida perde o porquê,
Porque
o que faria sentido
Fica
ambíguo, invertido.
Sem estímulo,
nem sal,
O próprio universo, afinal.
O próprio universo, afinal.
Inverso,
avesso, adverso.
Você
é o verso e a rima,
Ainda
dá sentido ao caos.
Fábio
Murilo, 14.10.2016
13 comentários:
Cidália Ferreira15 de outubro de 2016 06:55
Maravilhoso como sempre o que nos ofereces ler.
Beijo e um bom fim de semana.
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Bandys15 de outubro de 2016 08:37
O essencial é invisível aos olhos,
só sentindo com o coração.
Belo poema.
Bom sabado.
Beijo
SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras15 de outubro de 2016 12:21
Oi amigo, Pedro Luso, meu amigo de longa data foi quem me pôs no teu rastro. Parabéns! Valeu a pena visitar este espaço maravilhoso, pelo teor poético a começar pela introdução de Fernando, meu ídolo máximo, e ver teu perfil onde entre livros que gostas, está "Eu e outras poesias" de Augusto dos Anjos, livro que decorei inteiramente no meu tempo de juventude, assim como decorei o "Navio Negreiro" de Castro Alves. Também componho alguns versos, principalmente narrativos. Sou apenas um construtor de versos. Deus não me deu a alma poética de um Fernando, Augusto, Alves ou de Murilo que pelo que vejo, chegará entre os grandes. Além de curtir teus versos, convido o amigo a entrar o no meu blog e trocarmos figurinha, pois vejo que me poderá ajudar bastante na caminhada que faço na trilha da literatura, vindo de uma área inóspita a isso - sou engenheiro. Abraço. Meus cumprimentos. Laerte.
Tais Luso15 de outubro de 2016 18:16
Oi, Fábio, verdade querido amigo, o essencial é esse lindo sentimento, o resto é coadjuvante, ainda que necessário, pois dá o colorido, o molho.Lindo poema.
"Vejo girassóis, beija-flores.
Só quando tu vais, veja só (...)
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Silo Lírico, acima, é amigo da família há muitos anos, o colocamos em contato contigo, é novo na blogosfera, é um ótimo poeta. Estamos reunindo os poetas...
bjs, amigo.
O que precisamos é desse sentimento de amor,para poder apreciar tudo que há de mais belo ao nosso redor.
Lindo poema Fábio Murilo.
Bjs e um ótimo domingo.
Carmen Lúcia.
Meu Deus, que obra linda!
Desejo que essa harmonia, lhe acompanhe Fábio, por todos os dias da sua vida. Que de seu coração, saíam sempre lindos versos!
Que suas mãos sejam testemunhas e escrevam, os lindos sentimentos do seu coração.
Beijos!
Nanda
Sobre amores e falta de cor quando eles se vão.
Um abraço.
Fábio, meu querido, lendo os teus últimos poemas e me encantando como sempre aconteceu todas as vezes em que meu olhar se perdia na beleza dos teus versos, na sonoridade delicada e tão linda com que sabes falar de amor com um lirismo tal que a tua amada deve se sentir no rastro das estrelas, quando a sua alma se apodera das homenagens que tu a ela fazes.
O ESSENCIAL, meu amigo, é estar sempre ao lado da pessoa amada, olhando as cores da vida, ouvindo a música das estrelas, porque quando o 'amor' se vai tudo fica insípido, descolorido, desesperançado. A vida perde o sentido e ficamos à mercê de uma rotina que enfrentamos para conseguir levantar todas as manhãs.
Fiz uma postagem nova, aniversário da Aninha, esta cunhadinha que tem sido meu suporte nestes dias tão difíceis.
Grata, mais uma vez, por tua presença sempre afetuosa no meu cantinho.
Beijos no coração,
Leninha
Tudo perde o sentido e a cor quando quem amamos está ausente.
Belíssimo poema
Um abraço
Maria
Lindo, Fábio!
Algumas pessoas são insubstituíveis.
Não tem jeito...
Beijão!
Blog: *** Caos ***
este poema é uma ode do Poeta à sua Musa, cheio de amor e saudades e tantos sentires...
muito terno
boa semana
beijinho
:)
Clássico, terno e visceral.
Que poema tão belo na riqueza do essencial
do outro ser amado e na trilha sonora
belíssima (adoro esta música!...), Fábio.
Abraço, caro poeta pernambucano.
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