domingo, 14 de janeiro de 2018

Impressionante


A minha impressão é a melhor possível,
Imprevisível e surpreendente criatura.
Jurar conhecê-la e sempre descobrir
Algo novo, nunca concluído, a ser dito.

Pensar saber tudo, mais adiante, constatar
Que ainda sei pouco, muito a ser percebido.
Caminhar novas trilhas, becos, saídas, vilas,
Rodovias, avenidas, atalhos, caminhos, milhas,
Terreno ermo, baldio, pais novo, eu estrangeiro
Como se nunca tivesse conhecido, sabido,
Incerto, embora, percorrido longo trajeto.

(Fábio Murilo, 13.01.2018)

11 comentários:

  1. Cidália Ferreira14 de janeiro de 2018 07:58

    Lindo de mais o seu poema!! Parabéns

    Beijo e um excelente Domingo

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  2. Fábio sua sensibilidade é incrível e através das suas palavras você nos passa um sentimento escondido que precisa ser liberto.
    Gostei muito.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  3. O surpreendente cativa; poemas que vêm da ansiedade da descoberta, também. Lindo esse!

    Abraços e boa semana para você.

    As moscas na janela

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  4. Mais um poema cercado de beleza e profundidade, gostei muito!
    Um forte abraço!!

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  5. Verdadeiro. Cada dia um aprendizado. Nunca sabemos tudo.

    canalcereja.blogspot.com.br

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  6. Me lembrei das palavras do Hugo de São Vítor, que diz assim: "Para os verdadeiros sábios, qualquer lugar do mundo é um exílio. É imaturo o homem que considera agradável apenas a sua pátria. Já é mais forte aquele pra quem toda a terra é como o seu solo natal. Mas perfeito é o homem para quem todo o mundo é como uma terra estrangeira." Agora imagina se trocássemos o sentido de pátria, casa, mundo, por pessoas... Considero arrogância humana acreditarmos conhecer o outro como a palma de nossas mãos... até onde sei, não conhecemos nem sequer uma unha do dedo próprio.

    O outro é, foi e sempre será (por mais que conheçamos por 10, 20, 30 anos) uma terra estrangeira, cheio de coisas admiráveis e assustadoras, belas e perigosas, para (re)conhecermos.

    Quiça a maioria humana mantenha-se no êxodo a outro mundo humano, com os olhos assim: sempre encantados de primeira vez.

    Olá
    =)

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  7. Passa o tempo, passam os anos e sempre aprenderemos, sempre descobriremos algo surpreendente! Nunca saberemos o suficiente.
    Esse poema com o 'Bolero de Ravel' ficou incrível!
    Que bom que voltou, querido amigo.
    Beijo, uma ótima semana.

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  8. Olá Fábio, coisas da vida, cá estamos como eternos aprendizes, cada dia uma nova descoberta, uma nova lição, e assim vamos engordando nossa bagagem. Versos sensíveis de rara beleza ,e realmente o Bolero de Ravel é um musical belo!

    Bom domingo!
    Abraço!

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  9. Sobrevivo em meio a dor da perda do filho amado.
    Estou me dando o direito de viver o luto como preciso.
    Sabiamente, dizia minha mãe, que o luto leva um ano, o
    ano das "primeiras vezes", primeiro aniversário sem ele,
    primeiro Natal sem ele, primeira virada de ano, primeira
    praia... A dor é intensa. Intensa é a saudade...
    Perdão pela ausência. Volto aos poucos. Ainda não sei fazer
    poesia que não fale na saudade. Mas elas virão. Eu tenho certeza.
    E aqui estarei compartilhando contigo.
    Muito obrigada pelo teu carinho.

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  10. Ahh Fábio, nem se caminharmos muito aprenderemos o tanto que a vida pode nos oferecer. ;)

    Gostei daqui!

    Beijo

    https://ludantasmusica.blogspot.com.br

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  11. Só uma alma sensível, conseguiria escrever com tamanha grandeza... E... essa alma és tu, querido poeta.

    Beijos em seu coração!

    Nanda Olliveh

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