sexta-feira, 10 de abril de 2015

Rastros


Tua lembrança acalma,
Alegra minh’alma
Nessa invernosa rotina.
Tua presença ainda,
Mormaço do que
A pouco era fato.

Ao que alude a teu rosto
A enfeitar o espaço,
A projetar no vazio
O esboço das coisas
Que marcam,
Que adquiriram o status
Do que é essencial,
Agora criação
No outrora  caos.
  
08.04.2015

34 comentários:

  1. Mais uma muito bela poesia tua Fábio!
    Existem lembranças que acalmam, e lembranças que agitam...
    Geralmente sinto as duas sensações nas lembranças...
    Abraços mil
    Tenhas um ótimo fim de semana!

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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    1. Pois é, Lilly. Como diz a letra de antigo bolero: "Sentimental eu sou eu sou demais". Obrigado.

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  2. Sabes...deu pra perceber mesmo, tanto na imagem quanto nas palavras, nessa simbiose pacífica, o movimento do caos para a calma, a ordem, a criação.
    Esse rastro seria de um porto, um abrigo, um ponto de restauração e renovação?

    Sabias, você até fez-me ter vontade de "genesiar": E viu que tudo era muito bom.

    E bonito.
    Bonito mesmo.

    Meu Olá Fábio
    =)

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    1. Como sempre inspiradas palavras, Priscila, um luxo. Só acrescenta. Obrigado.

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  3. Acrósico

    O esboço das coisas as vezes nos faz
    Um projeto oco do que deve acontecer
    Talvez o que é essencial nos compraz
    Razoável supor que é melhor o vir a ser.

    Outrora era tão somente o caos afinal
    Rasando as existências e os romances
    Agora o mormaço que nunca foi normal
    Obliterou o espaço, a cor e as nuances.

    Cada dia é um começo de nova criação
    Assim, aliviando essa invernosa rotina
    O status pode aludir a tais fatos ou não
    Só tua presença então acalma e anima.

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    1. Grande, Jair. Artesão das palavras, de impressionante habilidade. Obrigado.

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  4. Parabéns Fábio
    Um poema lindo de mais. Amei

    Bom fim de semana
    Beijos

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  5. Ótimo pra quem faz, bom pra quem lê versos de amor...
    Gostei muito do poema, Fábio.
    Beijo e um lindo domingo!

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  6. A beleza do poema retrata bem um objeto que inspira a criação. Muito bom!
    Ps: Agradeço muitíssimo pela comparação com Florbela Espanca, tenho muito apreço pela poesia dela, me encanta a forma como ela descreve em alguns poemas uma total entrega à paixão, mesmo que esta não seja concreta. Já escrevi até um poema sobre como acho belo amar como Espanca. Mais um vez, muito obrigada!

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  7. Um belo poema meu amigo, e ele à lembranças assim.
    Um bom fim de semana.

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  8. Boa tarde, Murilo.A lembrança pode ser algo gratificante ou não.
    Pareceu-me dúbio o poema, mas entendi que a pessoa amada se foi, mas ela é tão presente nesta rotina insólita que vive o poeta.
    Bom ler.
    Fique com Deus.
    Beijos na alma.

    http://refugio-origens.blogspot.com.br/2015/04/repouso-by-patricia-pinna.html

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    1. Boa tarde, Pat. Entendeu direitinho, é isso mesmo. Beijos!

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  9. são os rastros, sejam eles físicos ou psicológicos (ambos ligados às lembranças), que nos deixam com esse amor pulsando para fora do peito, pedindo por atenção, clamando por carinho. são deles que nascem as inspirações... lindo, poeta!!!

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    1. Lindo foi seu comentário, Carolzinha. Beijos!

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  10. Bom dia Fábio.. assim como nós deixamos nossos rastros pelo mundo tb rastros são deixados por quem passa ou passou por nós..
    só um detalhe.. quem deixou os mesmos um dia tem de os recolher.. cada rastro é particular.. é uma experiencia que precisa ser resolvida abraços

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    1. Muito bem dito, espiritualizado, Samuel. Obrigado.

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  11. Bom demais ler você Fabio Murilo.
    Pena que a musa foi embora, mas ficou a lembrança de um amor que faz o poeta poetar lindamente.
    Amei!
    Um abraço caro amigo.

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  12. Ah, essas lembranças sempre nos matam e nos enchem ainda mais de saudades. Mas, junto com as lembranças sempre veem um sorriso!
    Amei a poesia.
    Abraços Mika,
    Pensamentos Viajantes

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    1. Poxa gostei do comentário, Mikinha. Ilustrou muito bem esse conflituoso sentimento. Obrigado.

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  13. Fabio Murilo!!!

    Peço licencia para entrar em tua casa, não resistir, senti cheiro de versos, e ouvi no silencio da tua rua ,o som de um lindo poema, não resisti, cá estou, me de licença, quero abraça-lo e falar do quanto gosto de te ler...agora vou embora...alimentei minha alma com poesia e abasteci meu coração de inspiração. Um beijo
    veraportella

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    1. Quem legal, Vera Portella, pro aqui nessas paragens? Pois entre, sente-se, toem um copo de suco com biscoitos finos, seja bem vinda em minha humilde morada virtual, e ao partir, volte sempre. Obrigado.

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  14. Ah lembranças, ao mesmo tempo que são torturantes são calmantes.
    Quem entende né?

    Belos versos Fábio!

    Beijo

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    1. É mesmo, Ariana, boa conclusão. Obrigado.

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  15. Sempre gosto de comentar isso, toda vez que leio suas poesias...rs AQUI a poesia está VIVENDO...rs Bjs...boa sexta!

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    1. Ah, que gentil, moça do nome bonito. Beijos!

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    1. E tu que dizes isso... Poetiza Fenomenal! Beijos!

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  17. O rasto fica sempre, pelo simples facto de termos memória. Agora o que é preciso é olhar para as coisas com o devido distanciamento, para que não restem mágoas que tragam sofrimento.
    Contudo a melancolia, ao contrário do que muitas vezes se julga, não é negativo, ela ajuda no processo criativo, impulsiona a inspiração....
    Belíssimo poema Murilo , muito bem construído e cheio de significações poéticas...

    Beijinho e bom fim de semana

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    1. Belo comentário o teu, como de costume. Beijos! Obrigado!

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