sexta-feira, 18 de outubro de 2013


12 comentários:

  1. Olá amigo Fábio !
    Nossa amo essa citação !
    Pois reproduz uma grande verdade...

    Beijos !

    Fernanda Oliveira

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    1. Oi Fernanda, que bom. Somos românticos incorrigíveis. Obrigado.

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  2. Eu até tenho tendência a achar que se almas se entenderem, os corpos se entenderão melhor ainda, porque o corpo está ele próprio impregnado de alma, que às vezes só atrapalha é certo, mas outras vezes ajuda a uma identificação com o outro.
    Se as almas não conseguem nunca entender-se os corpos ficarão aborrecidos e com falta de estímulo, caindo no perigo de um automatismo. O amor tenderá a tornar-se acto mecânico. Eu sou uma sonhadora; ainda continuo a pensar que duas almas se podem encontrar e harmonizar-se através da comunhão de dois corpos. É difícil, mas quero acreditar!...:-)
    xx

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    1. Mas ai, Laura, no meu entender ele fala a alma como uma entidade independente do corpo na visão religiosa. Alma: salvação, céu, preza. Corpo: Instintos bestiais, luxuria, pecado. Visão que eu particularmente não concordo plenamente. Não podemos negar o desejo, o sexo, a paixão, o prazer. Além de negar o evidente, é negar a nos próprios.

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    2. Pois é, eu compreendo e concordo até certo ponto com a perspectiva dele,compreendo o que ele quer dizer, só que considerar a alma uma entidade separada e autónoma do corpo é um dos grandes erros não só da religião mas de muitos pensadores até aos dias de hoje. Mas claro que aos poetas tudo é admissível, eu própria há dias postei um poema sobre a minha alma como se ela estivesse separada do meu corpo; é uma questão de construção simbólica.
      O poema de M. Bandeira é lindo, eu entendo que a minha alma é que complica tudo, mas a verdade é que a alma é indissociável do corpo, ou seja, dizendo da forma mais simples possível aquilo que penso: a minha alma não existe sem o meu corpo.
      Mas isto é o que eu penso, sei que ninguém pensa como eu...:-)
      Quanto ao pecado... seguir os desejos do corpo quando você está a ser honesto com alguém, a respeitá-lo, não é pecado nenhum. Um acto sexual pode ser o acto mais sagrado que existe.

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    3. Brilhante, como sempre Laura. Foi o que eu falei: "Não podemos negar o desejo, o sexo, a paixão, o prazer. Além de negar o evidente, é negar a nos próprios". Bonita e lúcida visão de mundo. Tudo é tão fácil, a gente é que complica tudo.

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  3. Muito lindo Fábio esse teu poema... Eu penso que somente com grande custo as almas se entendem, os corpos já parecem predispostos a isso, ao contato, uma coisa bem mamífera mesmo. Entender-se de alma, às vezes, eu acho, requer uma vontade e disposição pra tanto, ir encontrando pontos de contado, como procurar resquícios do outro no pântano que é a nossa mente individual... Abraço!

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    1. Falar o que, fiquei sem argumentos... Não vou macular seu comentário, filosofia pura! Dizer apenas que o referido poema não é meu não, quase que acertava, é do meu conterrâneo Manuel Bandeira. No mais volte mais vezes, me honre com seus comentários, que só agregam e enriquecem.

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  4. Obs.: Eu comentei sobre o poema acima, só que no lugar errado, tamanha é a minha lerdeza! rsrsrs

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    1. Você, lerdo?! Com esse tirocínio preciso e olhar clinico, jamais!

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    1. Depende Aline, conheço almas que conseguem se sobressair com alguma personalidade. Mas essas são raras, são forjadas na dor, são lapidadas pela dificuldade e conseguem sorrir e unir sagrado e mundano, sem nenhuma oposição, sem conflito entre emoção e racionalidade.

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