Emoção é coisa imprevisível.
Ontem estava triste, apático,
Hoje estou bem, sem motivo.
Feliz assim do nada, quando
Nada há que console quem,
Quase cego dum cisco, olhe
A vida, agora, só os riscos,
Ficando um ser monocromático,
A ver tudo por escuros
óculos.
A cismar que ao sorrir por
nada
Pagará em raiva atrasada,
Pelo bem estar repentino.
Pela espontânea felicidade,
Que no tempo de menino,
Tinha com toda facilidade
Por não saber de tudo.
Dessa vida pobre de prazeres
E rica em contrariedades.
Fábio Murilo, 24.10.2015

Bom dia Fábio
ResponderExcluirComo sempre, lindo!!
Beijo, bom fim de semana
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Oi, Cidalia. Obrigado, Beijos!
ExcluirQuero de volta a felicidade sem motivo da infância.
ResponderExcluirAh, é um desejo comum, Pri. "Eu não sei porque a gente cresce se não sai da gente essa lambança". Amadurecer doi. Beijos, Pivete. Nunca mais apareceu.
ExcluirNem sempre precisamos de motivos externos para da felicidade pular para a tristeza. E o bom mesmo é ser feliz com muito pouco, penso ser essa a melhor das felicidades. Oxalá conseguirmos ser sempre assim! .
ResponderExcluirBeijos, Fábio. Excelente, Na mosca!
Exato, Tais. Como se diz, "felicidade é um estado de espírito". O hindus já disse isso aqui, dizem que a causa de nossa infelicidade é o desejo, sempre buscarmos e queremos mais. Obrigado. Beijos!
ExcluirE nós teimamos em buscar constância nos seres paradoxais que somos, instáveis, passionais... De súbitas tristezas e imensas incertezas. A felicidade esfria ao esquentar.
ResponderExcluirFormidável poesia, amigo! Abraços!
A quando tempo, hein? Sinto falta desses comentários inteligentes. Digo mais nada, show, Victor! Abraços!
ExcluirTal como a tristeza, também o contentamento, tantas vezes nos visita sem aviso.
ResponderExcluirMuito interessante esse aspecto de que" ao sorrir por nada / Pagará em raiva atrasada / Pelo bem estar repentino"....Como se numa vida de contrariedade e aflição, até o facto de estar feliz poder ser um preço pelo qual se tem de pagar. Como se se até a alegria fosse pecado.
Excelente, Fábio. Devemos tirar os óculos escuros muitas vezes! :-)
xx
Bem observado, Laura. É existia essa crendice antigamente, hoje acho que não mais. Ouvia muito dizer tantas vezes: "Eu estou muito contente hoje... Num sei... Acho que vou ter raiva mais tarde..." rs. Como se fosse o prenuncio de uma coisa sinistra, alegria sem razão. Em vez de aproveitar o fato, pois a vida de uma pra outra iria se encarregar de mudar o súbito elevo, independentemente, já que se essencialmente trágica. Ou como diz o ditado: "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Abraços.
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ResponderExcluirEntre o contentamento do sim e o desgosto do não. Embeveço-me com as possibilidades que repousam nas entranhas das incertezas, de que dias melhores virão.
Ainda que pareça absurdo, o contentamento de tudo é saber que se é só...
Vivendo na compreensão da realidade.
Ao menos temos a lucidez de saber que se é só...
Embora, acreditando na dádiva da vida, lançando-nos na coragem de saber que se é só...
Preenchendo esta sensação de vazio com pensamentos belos e positivos...
Sábios dizeres carregado de um sentimento real e profundo...
Grande abraço meu amigo... Desejo-te um ótimo final de semana.
Sábio comentário, digo eu. Disse tudo. Abraços!
ExcluirEita que lindo, e tu falou tudo quando dizes:
ResponderExcluir"Nessa vida pobre de prazeres
E rica em contrariedades..."
Bem assim, mas ainda assim...
Beijos Fábio!!!
http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/
Obrigado, Lilly. É né, mas, sempre se pode dar um jeitinho, desistir jamais, esperar sempre a virada da maré, feito dizia o personagem de Tom Hankis, no Naufrago. Beijos!
ExcluirOs poetas sempre terão algo a me dizer, e a regra não é diferente contigo caro Fabio Murilo, meu poeta sério, estamos quase sempre assim, eu, ontem bem, agora nem tanto, mas o conjunto da obra é nossa vida, como este poema. Fiquei deveras emocionado ao ler, e me ver, e sentir tudo o que trazes no poema, e a beleza, um primor. OBRIGADO meu poeta por este poema, precisava, agora muita coisa faz sentido.
ResponderExcluirps. Carinho respeito e abraço.
Oi, Jair, há quanto tempo! Poxa, que legal que o poema lhe tocou dessa forma, me felicita. Que bom! Abraços! Obrigado.
ExcluirFelicidade sem motivo, acho que esqueci o que é isso.
ResponderExcluirQue nada, Guria, dos olhos tristes, vai ver que nem notou, rs. Beijos!
ExcluirAinda bem que tudo passa, e a tristeza não terá mais lugar.
ResponderExcluirExato, eis a beleza e graça da vida, como se diz: "De permanente só as mudanças" Abraços.
ExcluirMe senti descrito por palavras tão sábias, sentidas!
ResponderExcluirAbraço.
legal, Paulo. Gratificante saber. Abraços.
ExcluirOI FÁBIO!
ResponderExcluirA VIDA SE ENCARREGA DE NOS TORNAR ASSIM COMO DIZES, "SERES MONOCROMÁTICOS", MAS, SE CONSEGUIRMOS MANTER VIVA NOSSA ESSÊNCIA INFANTIL, TEREMOS ENTÃO, ARMAS PARA REVERTER MOMENTOS MENOS FELIZES.
MUITO BONITO TEU TEXTO E DEU UMA BOA INSTIGADA, DEU PARA VER NOS COMENTÁRIOS.
ABRÇS
-http://zilanicelia.blogspot.com.br/
É mesmo, Zilani, disse tudo. Obrigado!
ExcluirSentimo-nos infelizes porque somos uns eternos insatisfeitos.
ResponderExcluirVocê retrata bem a realidade.
Fábio, grande beijo!
É verdade, Shirley, Ai falou uma coisa certa. Beijos!
ExcluirPoeta,
ResponderExcluirVamos permitir mais espaço a nossa criança interior, aumentar
esses prazeres, colorir o olhar e com um rico humor,
bagunçar com as contrariedades...
Gosto da tua riqueza poética e do teu
bom gosto musical, conterrâneo!
Bjo.
É mesmo, Suzete. Obrigado. Beijos!
ExcluirOi Fábio
ResponderExcluirA vida sempre foi bagunçada, um dia feliz, outro de dor e assim vamos vivendo a sorrir e a chorar..
Beijos minicontista
Sentenciou bem, Dorli. Exatamente isso. "O que dá pra sorrir, dá pra chorar" diz um diariozinho popular. Beijos!
ExcluirOlá Fábio,
ResponderExcluirEsta 'Ode à Alegria', de Beethoven, que está como fundo musical, me traz melancolia. É estranho como certas músicas inquietam a nossa alma.
Seus versos me lembraram um tabu da infância, segundo o qual muito riso e alegria seriam fatalmente seguidos de dor e lágrimas.
Nossas emoções são mesmo inconstantes, por isso, ser feliz por nada , ou do nada, é uma dádiva que nos transporta para um verdadeiro estado de graça, no qual devemos nos demorar o quanto possamos.
E porque a vida é rica em contrariedades, não por acaso, vamos caminhando sem perder aquele entusiasmo que você lembra muito bem quando menciona a alegria espontânea das crianças.
Muito bom, Fábio.
Gostei muito do poema.
Abraço.
É concordo, essa "Ode a Alegria" ai nesse andamento e no violino, tá meio tristinha, prefiro executada por um coral de vozes, mais pra cima. E interessante essa questão do "tabu" que eu mencionei anteriormente na resposta ao comentário de Laura e me referi ao poema, tomei conhecimento também e como disse Laura, como se fosse um pecado sorrir sem motivo, desandar numa gostosa gargalhada. Em vez de aproveitarem como dizes. Obrigado.
ExcluirEntendo bem os sentimentos deste teu poema, Fábio... Esta oscilação, entre o estar triste e, o estar feliz...
ResponderExcluirGostei de ler-te!
Beijo!
Pois é, Fê. Coisas de ser humano, esse complexidade, minúcias sentimentais. Beijos!
ExcluirA vida é uma roda gigante ou uma montanha russa.
ResponderExcluirO segredo penso eu é saber tirar proveito
de todos os momentos.
Viu moço?
Beijos
Disseste bem, Garota. Como dizem "Se a vida te der m limão faça uma limonada", bom pensar assim, apostar. Beijos!
ExcluirFábio, estou levando este poema para nossa coletânea Polinização Poética, está certo? Abraços
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