sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Idade da Razão

Descobri que meus semideuses,
São falhos e contraditórios,
Que todo espelho fica embaçado.
Que meus senhores,
Meus proprietários, também,
Foram amáveis impostores.
Como qualquer ser humano,
Mal acostumado, descobri
Todas as dores do mundo...
De ver ruir por terra
As amorosas mentiras.
E reescrever minha história
Agora, no papel dos meus pais.

Fabio, 07.04.2003

20 comentários:

  1. Muito bom!

    Getulio
    http://protopoetica.blogspot.com

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  2. Texto lúcido. Gostei!

    Felicidades.

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    1. João, quando em visita a outros blogs sempre me detenho em seus comentários, me agrada. Sempre curto e preciso feito um bisturi, diz tudo em poucas palavras. Obrigado por visitar-me!

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    1. Que bom você ter gostado tanto assim, preciosa Jade. Muito me alegra sua presença!

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  4. Eles falham, assim como os humanos,
    o que é o certo e o errado se não uma ilusão?
    Gosto de ler teus textos.
    Tenha um bom dia.
    Ignácio, G.

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    1. “Meu pai um dia me falou prá que eu nunca mentisse mais ele também se esqueceu de me dizer a verdade” - Roberto Carlos.

      “Você me diz que seus pais não te entendem, mas você não entende seus pais” - Renato Russo.

      Que falem as vozes de outras experiências. Obrigado Gabriel pela visita e pelas palavras elogiosas!

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  5. Um dia a gente acorda e descobre que as dores do mundo estão vinculadas aquilo com o qual sempre nos iludimos. Sendo assim, nós é que somos os seus próprios causadores. Essa é a grande ironia da vida.

    Bjos

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    1. Culpa desses comportamentos padronizados, desses estereótipos sociais. Onde quem não se disfarça, é excluído, é inibido, é recusado. Gosto de suas questões levantadas Larissa, dos inúmeros lados... Por que não? Grato pela enriquecedora visita.

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  6. A percepção poética atribui nova razão de ser à decepção.

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    1. "... o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor”.

      Eclesiastes 1:18

      Pois é Jane. Valeu a visita.

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  7. "Cada dia é um a menos pro encontro acontecer" (Los Hermanos)...
    num momento podemos apagar como lâmapadas.
    Ou a eternidade está mais próxima do que imaginamos?

    Abraços, Fábio.

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    1. Interessante. Eu tenho um texto poético que fala mais ou com essa palavras, ou ideia, a ser postado por esses dias, se referido a inexorabilidade da morte, que sentencia: "Deveríamos como as lâmpadas apagar". Aguarde Gabriel. Valeu novamente, volte quantas vezes quiser.

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  8. No fim somos todos falhos.
    Somos os semi Deuses falhos de nossos filhos.
    Somos o que somos, porém falhos.
    Beijos!!
    OBS: Você deveria eliminar as letrinhas de conferência.

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    1. Quem diz isso também, Ajenice, é Belchior:

      "Minha dor é perceber
      Que apesar de termos
      Feito tudo, tudo,
      Tudo o que fizemos
      Nós ainda somos
      Os mesmos e vivemos
      Ainda somos
      Os mesmos e vivemos
      Ainda somos
      Os mesmos e vivemos
      Como os nossos pais..."

      Faz tempos que não se pronunciava. Pensarei na sua observação. Obrigado pela visita.

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  9. Talvez a idade da emoção...
    Gostei.
    bjs

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    1. “Caminheiro o caminho se faz ao caminhar”. Entendo-lhe moça, do alto dos seus vinte e poucos anos. Dá medo é excitante ao mesmo tempo, errar seus próprios erros, ser senhora do seu destino e dos seus desatinos, o que é a vida sem emoção? Qualquer coisa, dá tempo de consertar.

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  10. "Mal acostumado, descobri
    Todas as dores do mundo..."

    Cara, muito bom.

    http://hopelesstha.blogspot.com.br/

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    1. Pois é isso que acontece ao cara que cai em si de repente, assustador não? Obrigado Thais pela visita e pela gentil observação.

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