Encheu o ar de tons de rosa e sons de bolero.
E o velho se sentiu um menino,
Reduzido a ossos, agora a ócios de ilusão.
Desnudo no meio da praça,
Exposto a execração pudica,
Nem havia notado...
É estúpido, ele sabe
Seu coração é que não.
E quem o viu contente,
Rindo inadvertidamente pro mundo
E prá toda gente, docemente,
Como a zombar de suas dores,
Se achando incomodado,
Pegou-o e o pregou-o na cruz,
E deu seu coração aos urubus.
Fábio, 19.09.2013.
OLÁ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirPRIMEIRA VISITA,CURIOSIDADE ,EMOÇÃO,ALEGRIA POR CONQUISTAR O AMIGO.
A POESIA TÁ MORRENDO,MAS VC FABIO MURILO ESTÁ DANDO VIDA PARA QUEM ESTÁ SE INDO...
PRIMEIRO POEMA QUE LEIO AQUI,CHEIO DE EMOÇÃO QUE ME FAZ VER QUE NOS VERSOS MORA A RIMA ...
BJS DE AGRADECIMENTO POR ME DAR O DIREITO DE SER SEU SEGUIDOR.
Obrigado Severa Cabral, muito gentil, seja bem vinda, obrigado.
ExcluirGostei de ler- te amigo Fábio, belo poema !
ResponderExcluirBeijos !
Fernanda Oliveira
Oi Nanda! Obrigado pela visita e pelo elogio.
ExcluirBom dia amigo Fabio.. a emoção se faz em tudo e todos.. qualquer coisa que estes olhos possam ver e o coração sentir já libera este sentimento dentro de nós.. um excelente dia pra vc e grato pela visita.. pois é rsrs dama , donzela, tudo eu transformo em versos. sou meio doido mesmo mas no bom caminho até sempre amigo
ResponderExcluirOi Samuel! De poetas e loucos todos nós temos um pouco (rs...). Que nada você é muito lúcido. O rei dos sonetos. Obrigado.
ExcluirEste poema até me arrepiou, Fábio!...
ResponderExcluirEsse velho reduzido a ossos, no fundo pode significar qualquer um de nós no futuro. Todos sabemos que ele não é estúpido, mas porque terá ele essa espécie de "atrevimento" ao mostrar um corpo nu já sem beleza.... E o que é beleza?
A ousadia de comportamentos parece ser apenas permitida aos jovens e "perfeitos", mas abençoados os que ultrapassam as suas pequenas mortes em vida, iludindo e zombando, como você diz, das próprias dores.
Não terá a imperfeição física direito a um coração, a sentir e guardar dentro de si esse menino dentro dele?...
Foi assim que li o seu belo poema, Fábio. Um poema que sobretudo me fez reflectir.
xx
A beleza Laura, "A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
ExcluirQue eu dou às coisas em troca do agrado que me dão", não sei que foi quem disse isso (rs...). Leu bem demais! Ultrapassou o entendimento do poema. Muitíssimo Obrigado.
Essa citação é muito bonita, independentemente de quem a tenha proferido.
ExcluirFoi uma certa Pessoa chamada Fernando (rs...).
ExcluirSério?!...não sabia mesmo de quem era...:-)
ExcluirAh, Laura, deixa de charminho (rs....).
Excluirarrasou com esse poema, quando vc diz que
ResponderExcluira poesia está morrendo..entro aqui e vejo td
de mais belo...belas palavras um post divino
Abraços e bom final de semana
Bjuss
└──●► *Rita!!
Obrigado Gentil Rita. Sempre cordial. É mesmo achava. Hoje reconheço: a poesia está mais viva que nunca, feliz engano.
ExcluirOlá Fábio
ResponderExcluirQue bela poesia!.. escreveste de uma maneira tão sutil e poética.. compreendi que é sobre um velho cujo coração não envelheceu, e por vezes sente-se ainda um menino, mesmo com esta lembrança do que outrora foi estando oculta por um semblante corroído pelo tempo. Isso é algo realmente inspirador..!
É sempre bom visitar seu blog.
Um grande abraço
Oi Vane. Muito inspiradora são suas palavras, compreendeste bem. Que difere o velho do menino é só um rotulo e as limitações obviamente do tempo. Os dois continuam ainda com mesmos sentimentos e anseios da carne. O corpo envelhece, o espírito não. Eis a questão, o resto e preconceito. Obrigado pela visita.
ExcluirOi Fabio,
ResponderExcluirVoltando devagar, mas voltando. Quem ei das
proprias dores alcançou um estagio fundamental
pra viver bem. Gostei. Essa é nova neh?
Beijos
Precisa pressa não fiel seguidora, venha devagarinho, pela sombra (rs...). Notaste a data? Bela conclusão do poema, é isso ai. obrigado Garota Dourada.
ExcluirDeste o melhor título possível: A emoção!
ResponderExcluirA fanopeia gritante do velho nu! Uma certa liberdade... o vejo de braços abertos, correndo, depois crucificado como um cristo aos olhos dos homens (doce metáfora esse teu poema). Seremos (ou somos) como o velho? Não sei...
Abraço!
Poxa Nato. Sem desmerecer outros colegas, todo comentário e louvavelmente, mas você captou com precisão a mensagem do poema, é isso mesmo, exatamente, na mosca. Parabéns.
ExcluirHola Fabio
ResponderExcluirGracias por visitar mi escondite y dejar tu cariñoso comentario
Soy artesana ante todo pero amo la poesia..Mi abuelo era pintor y poeta canario y desde muy pequeña le escuchaba recitar sus poemas..Sin escuela ni enseñanzas,,Todo salia de su corazón al igual que tú escribes y transmites tus sentimientos al lector
Gracias por compartir
Con cariño Victoria
Obrigado Victoria.
ExcluirEstou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
ResponderExcluirreparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
Obrigado Antonio Batalha pelas palavras elogiosas. Pode voltar amigo, me sentirei honrado. Saúde e Paz também.
ExcluirOlá, Fábio!
ResponderExcluirTudo bem?
Não estou postando, nem comentando, por razões profissionais, mas estou, ou melhor, estive lendo seu poema.
Te desejo uma boa semana.
Claro Luz, a consideração e o carinho da presença são o mais importante. Obrigado.
ExcluirOlá poeta, por vezes tua poesia me é desconsertante, mas instigante, e bela e poética, e tão real dentro da vida, que não sei o limite da poesia e a narração de uma existência...estamos todos nessa. Tua poesia não morre, renasce a cada poema que leio aqui, a cada pontada em meu peito, provocado por tuas palavras, os sentidos que impreguina nelas, faz sentido para mim, de alguma forma, de algum ângulo. Gosto do teu poetar, me parece um menino tão sério às vezes, mas ma maior parte da vezes, vejo um poeta mesmo.
ResponderExcluirps. Carinho respeito e abraço.
Obrigado Jair pelo belo comentário deixou-me realizado, o poema alcançou seu objetivo, te emocionou, cumpriu sua função social. Realmente nos identificamos enquanto seres humanos,estamos no mesmo barco, comemos, sentimos sede, dores, amamos, nos emocionamos... Agradeço as estimulares palavras, a injeção de animo, a consideração a minha pessoa.
ExcluirPoxa! queria eu cometar que nem o Nato mas, como ñ sei expressar de tal forma. Sua poesia é de fato instigante.
ResponderExcluirTodo comentário é valido Kessya, só acrescenta. Por vezes veste o poema com outra roupa até mais bonita, com outros arranjos surpreendentes, que venham os comentários. Obrigado boa menina, comente sempre, não se reprima.
ExcluirMas que inveja literária de você,Fábio! *-*
ResponderExcluirQuer isso Pri, quem sou eu! Obrigado pela visitinha gentil menina.
ExcluirEle é tipo um Benjamin Button... Mas ainda mais complexo...
ResponderExcluirAh, Ótimo filme! Adore Aline!
ExcluirQue importa se riam e não entendam a alegria de alguém que já muito viveu! Emoções não estão no campo da loucura e sequer pertencem à juventude.
ResponderExcluirUm belo poema. Obrigada por retribuir minha visita. Abraço.
"Emoções não estão no campo da loucura e sequer pertencem à juventude". Muito bom mesmo, Marilene, Obrigado.
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