Colhida no pé,
Na plenitude da
estação;
A deslumbrante
visão
Da altitude
inexplorada
De uma montanha
gelada;
A água
cristalina,
Que corra ainda,
Na mata
inexplorada;
A vida, enquanto
intacta,
Sem as marcas da
decepção;
A forma
despojada
E cheia de ilusão
Da menina que
ainda
Não se fez moça,
Da moça que
ainda
Não se desfez da menina.
Fábio Murilo, 31.10.2001

Todas as transições que se efetuam ao longo da vida trazem uma certa apreensão, mas um encantamento único da idade. Assim se dá com a menina que de pés no chão a brincar se vê passar para a adolescência. Ah, quantos sonhos a enfeitar a imaginação, quantas dúvidas, apreensões, quanta coisa a conquistar, quanto mistério a desvendar, quanto receio de colocar o pé na nova fase... Mas os de fora a vêem assim, menina-moça, brejeira, olhar suave e sedutor, a vida inteira a lhe despertar os sonhos, assim como tu, meu poeta querido, a descreveu tão fielmente neste belo poema.
ResponderExcluirTenho acompanhado o desenvolvimento de uma afilhada nessa fase tão bonita e ao mesmo tempo cheia de temores, muito mais por parte dos pais que sabem como é "o mundo lá de fora...". A menina-moça, a moça "que ainda é quase uma menina", como diz o teu poema, está flutuando num mundo de sonhos, de magia, onde a vida lhe parece feita somente de coisas belas, à espera apenas de que seus pezinhos as alcancem... E as duas situações são válidas: pais preocupados, filha sonhadora! Existe toda uma temática a ser desenvolvida neste relacionamento, e como diz o ditado "nem tanto ao mar, nem tanto à terra". Há que haver um equilíbrio, uma orientação dirigida, e também a aceitação da vivência de cada um, de deixar que a experiência de vida se processe de forma normal.
Enfim, meu querido, teus poemas a nos ensejar reflexões que nos conectam com a realidade, mesmo estando a voar nas asas da tua imaginação.
Grata pelas visitas tão atenciosas e palavras tão generosas que fico a pensar: este poeta tem uma alma muito sedutora e oferta palavras que são exageradamente elogiosas (risos).
Que no teu final de semana tenha sorrisos a brincar nas tuas horas, estrelas para iluminar teu céu interior, e meu carinho a dizer da minha admiração,
Helena
E as duas situações são válidas: pais preocupados, filha sonhadora! Existe toda uma temática a ser desenvolvida neste relacionamento, e como diz o ditado "nem tanto ao mar, nem tanto à terra". Há que haver um equilíbrio, uma orientação dirigida, e também a aceitação da vivência de cada um, de deixar que a experiência de vida se processe de forma normal.
ExcluirHoje eu fico com o comentário da Helena, tão lúcido, consciente e protetor com a menina que ainda Não se fez moça, Da moça que ainda Não se desfez da menina.
Meu olá
=)
Claro, Priscila, estão ótimas, só fez somar. Obrigado as duas. Afetuosos abraços!
ExcluirBoa tarde Fábio.
ResponderExcluirPoema fantástico!! Adorei :-)
Bom fim de semana. Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Obrigado, Cidalia. Beijos!
ExcluirSempre tão delicado ao retratar a alma feminina!
ResponderExcluir<3
É mesmo? Que legal guria, observação curiosa, gostei. Beijos!
ExcluirAs ilusões que motivam
ResponderExcluiros sonhos, e com sonhos
é fácil voar;
bom sabado
Pois é, Garota. Toda realização começou num sonho. Beijos! Par você também, agora... Madrugada de domingo, bom domingo!
ExcluirEu fico com a canção... Se essa rua, se essa rua fosse minha... tão eterna.
ResponderExcluir=)
A é, lindas e eternas canções de outros tempo. De um tempo puro, "de ingênuo folgar", ola!
ExcluirEnquanto há pureza é tudo tão mágico, mas depois... tudo muda e vamos nos adaptando. Bjinho
ResponderExcluirPois é, Nádia. Pena que seja só uma fase, que se desfaz. Beijos!
Excluirum passo por vez, é inevitável.
ResponderExcluirÉ. Mas a impressão que tudo caminha a passos largos, Sara.
Excluir|Doces são suas palavras, sempre encantando todo mundo.
ResponderExcluirbjo
Obrigado, morena. Nem tanto, mas, sinto-me lisonjeado. Beijos!
ExcluirUm poema suave e belo.
ResponderExcluirUm abraço
Maria
Obrigado, Maria. Abraços.
ExcluirFábio,
ResponderExcluirUm poema sublime, a alma feminina na sua delicadeza
e genuíno sentir descrito através da sensibilidade
e do talento do Poeta.
Um todo de arte: O poema, a música, a imagem
expressando esta menina em sua cristalina pureza.
Belíssimo!!
Beijo.
Gostei do comentário, Suzete. Da riqueza de detalhes. Beijos.
Excluire a moça nunca devia deixar de ser menina...
ResponderExcluirpoema terno e suave.
gostei muito
beijinho
:)
Foi o que disse antes, exato. E nem há necessidade ao meu ver. É contingencia, por questão de sobrevivência, de conveniência. Triste.
ExcluirQue bela obra, Fábio!
ResponderExcluirÓtimo retrato da alma feminina, poucos possuem essa sensibilidade e talento.
Grande abraço, sucesso e ótimo final de semana!
Poxa, obrigado. E tu que é o cara. Abraços!
ExcluirOi, Fábio, poema com alma totalmente voltado ao feminino! Delicado, terno, romântico: Do que ainda... enquanto ainda!
ResponderExcluir"A vida, enquanto intacta,
Sem as marcas da decepção;"
Um dos melhores!! Mas são tantos...rss
beijo, menino de ouro.
Obrigado, Tais. Sempre tão generosas em suas colocações. Beijo!
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